Primavera/Verão 2017

 

Boas a todos!

Os meses que se passaram foram cheios de vida, visitas, plantas e frutos! Este ano perdemos a conta à quantidade de plantas que colocámos na terra. Desde beterraba, alhos franceses, tomateiros, espinafres, melão, pepino, pimento, courgette, abóbora, beringela e acelgas! Foram muitas horas de agachamentos ou squads para colocar as plantas todas na terra a tempo 🙂 Quem quiser trabalhar o corpo para conseguir dançar em força ao som dos Buraka já sabe, comece uma horta que vai brilhar e arrasar com os seus moves tal qual a Blaya 🙂

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Beterrabas em viveiro

Em Junho, quando o calor começou a apertar foi necessário fazer os transplantes a um bom ritmo para evitar perda de plantas. Os tabuleiros de plástico, onde as pequenas plantas crescem, não permitem a manutenção da humidade. Será interessante explorar a hipótese de semear em vasos grandes, onde as plantas crescem em conjunto e numa boa quantidade de solo e mantendo a humidade das várias raízes. Simultaneamente à realização da transplantação, o João ia montando novas camas de permacultura: limpar as ervas da zona onde vamos plantar, abrir bem a terra com a moto-enxada, espalhar estrume de cavalo, fazer a camada de mulch com cartão e palha e colocar os gota-a-gota.

 

Todas as camas foram organizadas segundo os princípios de consociação das plantas hortícolas. Numa cama há no mínimo dois tipos diferentes de vegetais. Tem resultado, até agora não podemos queixar-nos de pragas de insectos ou doenças na horta.

Desde que começamos a produzir a nossa própria comida que a nossa perspectiva relativamente à alimentação mudou muito. O tempo e trabalho necessários para produzir alimentos hortícolas de qualidade e biológicos é muito superior ao que previmos inicialmente. As hortícolas são um produto que não é valorizado no momento da compra, apesar de todo o esforço e dedicação que o seu crescimento requer e de ser um bem essencial na alimentação diária. Admiro cada vez mais os agricultores que lutam diariamente para produzir alimentos biológicos, de qualidade e respeitando o meio ambiente.

A sensação de comer algo que nós próprios produzimos, com todo o cuidado, sem usar plásticos, sem utilizar químicos, é marcante e viciante.

Cultivar é poder esculpir os nossos valores com a ajuda das sementes e da terra, é trazer a nossa ética do pensamento para a acção e da acção de volta para o nosso corpo.

 

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EM CIMA: Beringela EM BAIXO: Abóbora e Tomateiro

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Zona das abóboras antes de fazermos as camas e a plantação

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Zona das abóboras 1mês depois

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a horta a crescer

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As flores das courgettes e das abóboras estão sempre cheias de vida 🙂 as flores são little yellow submarines, onde elas se atrevem a mergulhar

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Courgettes – As flores lembram estrelas do mar

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Podámos os tomateiros e colocámos os postes para elevar os tomateiros e estes já agradeceram pois começaram a crescer com força e para lá da altura que tinhámos colocado 🙂

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flor da beringela

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Têm sido 10 kg de courgette por semana

Temos colhido diariamente beterrabas, couve, acelgas, tomate cerejas e chucha.

Ficámos fãs da couve kale, produz muito e aguenta-se bem nos calores do Alentejo sem espigar 🙂

 

Tivemos a passagem das duas Catarinas e do Tomás pela horta e pelo monte.

Foram excelentes momentos de partilha, trabalho em conjunto e diversão!

 

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Tomás a ajudar a preparar as camas 🙂

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A Catarina a plantar

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A Catarina a descontrair com a Taiga, depois de termos colocado os postes para elevar os tomateiros 🙂

BATISMO DO PROJECTO: MONTE GUARDA-RIOS

Finalmente chegou a altura de batizar o monte e criar a imagem e logotipo do nosso projecto 🙂 O trabalho de design foi todo feito por mim assim como os desenhos que acompanham o nosso símbolo.

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Organizámos também o nosso primeiro encontro no monte!

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No sábado, 17 de Junho, no recentemente batizado Monte Guarda Rios, decorreu o primeiro evento deste projecto, que abrangeu diversas atividades: lanche, oficina de cosmética natural biológica, aula de ioga com concerto de gongo e taças tibetanas, jantar vegetariano e biológico e caminhada noturna pelo montado de azinho. Vieram trinta participantes, cheios de espírito e de vontade de se fundirem no ambiente circundante de azinheiras ancestrais. Mesmo com o calor que se fez sentir nestes dias, toda a gente se esforçou para criar um ambiente extraordinário. Contámos com a parceria e grande ajuda do Tiago e da Sofia, que vieram do Porto com os seus projectos Violet Eye e Eye Color Dreams. Queremos também agradecer à Mariana do Yogimi, que criou uma prática de yoga completa e relaxante e à FLOS Cosmética Natural e Ecológica pela oficina de cosmética.

Deixo aqui alguns momentos do evento 🙂

 Foi incrível ver como os participantes desfrutaram e se relacionaram com o espaço magnífico que é o montado, que é a nossa casa, a nossa floresta.

 

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Fotografia do primeiro grupo de aventureiros 🙂

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polaroid de Sofia Almeida

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